XI SEMINÁRIO ÓCIO E CONTEMPORANEIDADE

ANAIS

Tema: Pontencialidades do tempo livre na recriação da vida

ISSN: 2179-2879

Vol. 6, Nº 1, Novembro de 2015

Comissão científica

Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins (Unifor)
Prof. Dr. Viktor David Salis
Prof. Dr.ª Ieda Rhoden (Universidade Vale do Rio Sinos - Unisinos)
Prof. Dr. Francisco Antônio Francileudo (Unifor)

Comissão de organização

José Clerton de Oliveira Martins
Francisco Antonio Francileudo
Cairo Cezar Braga de Souza
Lisieux Araújo Rocha
Lorena Ibiapina Gurgel
Bruno Pontual de Lemos Castro
Amadeu Moura Terceiro
Gustavo Fonseca Halley
Marlo Renan Rocha Lopes
Francisco Welligton de Sousa Barbosa Júnior
Laís Duarte de Moares

ARTIGOS

Trabalho 1: A prática da atividade física no tempo livre de adolescentes: potencialidades para recriação da vida

Autor: Marcos Gonçalves Maciel

Resumo: Este trabalho teve como objetivo analisar a percepção de adolescentes quanto a prática de atividade física no tempo livre enquanto liberdade de escolha e satisfatória. Trata de um estudo transversal descritivo com amostragem intencional não probabilística, por meio da aplicação de questionário semiestruturado. Participaram 416 adolescentes (x=16,4 DP=+1,2 anos) de ambos os sexos e diferentes níveis socioeconômicos, matriculados no ensino médio de escolas da região metropolitana de Belo Horizonte/MG. Para análise dos dados foi utilizada estatística descritiva e o teste  qui-quadrado, com p<0,05. Em geral 84,5% associou positivamente a prática de atividade física como sendo satisfatória e de livre escolha; embora, 57% dos adolescentes foram classificados como fisicamente inativos no tempo livre, sobretudo as moças e os pertencentes aos níveis sócioeconômicos A/B. Conclui-se que a percepção positiva dos adolescentes proporcionada pela prática de uma atividade física como satisfatória não é suficiente para explicar a adesão a essa prática no tempo livre. 

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Trabalho 2: Aproximações entre o sistema de necessidades de Max-Neef e a perspectiva do lazer como necessidade humana

Autora: Shaiane Vargas da Silveira

Resumo: O trabalho faz referência a matriz de necessidades e sua aplicabilidade no contexto do instrumental teórico do Projeto de Pesquisa "Minha casa Minha Vida... Meu Lazer" considerando que as políticas públicas de lazer correspondem a um conjunto de intervenções que se materializam em bem ou serviço de interesse público com objetivo de assegurar o direito ao lazer, ampliando assim a perspectiva do lazer como necessidade humana e reforçando o seu caráter universal como potencial para o desenvolvimento em escala humana. 

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CONFERÊNCIAS

Conferência 1: Ócio e culpa: reflexões sobre o tempo subjetivo

Palestrante: Prof. Dr. Viktor D. Salis (Unifesp)

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Conferência 2: Envelhe(s)eres

Palestrante: Prof.ª Dr. Erotilde Honório (UNIFOR)

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Conferência 3: Meus idosos e eu

Palestrante: Cláudia Couto Gondim da Rocha (Casa do Desenvolvimento)

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Conferência 4: Tempo Livre para recriação da vida

Palestrante: Prof. Dr. Viktor D. Salis (Unifesp)

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TESES

Título: Sobre o tempo advindo da aposentadoria: desvelamentos nas narrativas de idosos jubilados em Fortaleza-CE

 

Autora: Lorena Ibiapina Gurgel

Resumo: O envelhecimento da população é um fato atual, crescente e relevante, para o qual a tecnologia e o avanço da ciência contribuíram com o aumento da expectativa de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece como idoso o sujeito com 60 anos de idade em diante. Nesta fase da vida, o idoso passa por alterações em múltiplas dimensões, dentre elas a aposentadoria. Essa interrupção das atividades laborais sugere uma mudança no cotidiano pelo acréscimo de tempo livre compulsório que surge na vida de quem se aposenta. Assim, buscar informações sobre a apropriação que o idoso faz do seu tempo advindo da aposentadoria, na sua realidade diária, significa buscar entender a heterogeneidade do seu conteúdo, pois a vida cotidiana é a vida do homem inteiro, e o tempo é um recurso fundamental não-renovável. Diante disso, interroga-se: Como o idoso apropria-se do tempo livre advindo da sua aposentadoria? O objetivo geral, portanto, é investigar como o idoso apropria-se do tempo livre advindo da aposentadoria. O estudo se configura como exploratório/descritivo com abordagem qualitativa e foi realizado no município de Fortaleza com 7 idosos, homens, com no mínimo 5 anos de aposentadoria e integrantes da Associação dos Aposentados do Banco do Nordeste (AABNB), sendo estes os critérios de inclusão. Para a coleta de dados, foi utilizada a entrevista semiestruturada, com foco na coleta do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC, complementada pelo Teste de Associação Livre de Palavras (TALP). Os resultados apontaram que dentre as apropriações pelo idoso percebidas no seu tempolivre advindo da aposentadoria, estão as possibilidades de: lazer, turismo, estudos, ser avós, recasar, descansar e participar de atividades voluntárias, dentre outras. Conclui-se que o tempo livre advindo da aposentadoria é percebido e apropriado sob diferentes possibilidades. Contudo, ele se resume a dois lados paradoxais: para a maioria, esse momento é positivo, no que tange a oportunidades prazerosas geradoras de engrandecimento e protagonismo; para outros, é um período de tédio, ociosodade, sem sentido e significado.

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Título: Empreendimento entre ócios e negócios: estudo qualitativo sobre experiências potencializadoras da vida com idosos de Mossoró-RN

Autora: Kalyana Cristina Fernandes de Queiroz

Resumo: Sabemos que a expectativa de vida do brasileiro aumentou consideravelmente nos últimos anos, fato este que resulta na existência de vários homens e mulheres que, quando se aposentam, ainda possuem saúde, experiência e conhecimentos suficientes para permanecerem trabalhando e executando atividades produtivas e criativas. Estes dados evidenciam o fato de que um grande número de pessoas que passaram anos de sua vida trabalhando estão hoje aposentadas ou se aposentando.Surgiram, com efeito, alguns questionamentos: o que estão fazendo estas pessoas na aposentadoria? É possível acentuar que elas permanecem trabalhando, entretanto agora por experiências de prazer? Estar aposentado significa perda da capacidade criativa? É possível correlacionar práticas empreendedoras ao “tempo livre” da terceira idade? Desses questionamentos, surgiu o tema deste estudo: empreendimentos de idosos na atualidade, aposentados e/ou pensionistas, com suporte em entrevistas semiestruturadas, teste de associação livre de palavras, perfil empreendedor e observação de práticas empreendedoras de um grupo de idosos.Para a consecução deste estudo, supõe-se, desde logo, que: a) as experiências vivenciadas pelos idosos, nos empreendimentos subjetivos, podem ser associadas a experiências de ócio estético e ócio construtivo; b) os empreendimentos subjetivos podem revelar vários significados e sensações; os empreendimentos possuem relação com história de vida de cada idoso; c) os empreendimentos são realizados como uma forma de ocupar o tempo de vida, principalmente sobre a arte de viver com dignidade; d) executam outras atividades ao se aposentarem por não saberem o que fazer com o seu tempo liberado do trabalho, que pode ser livre ou não. Os condicionantes destes pressupostos são os de que talvez elas empreendam pela sua saúde mental; outras para permanecerem inseridas no mundo social; outras, ainda, para se mostrarem úteis; muitas para manterem o seu padrão de consumo e diversas para poderem agora viver um ócio criativo, fazendo o que lhes dá prazer e significado de viver, ensejando assim um equilíbrio subjetivo, deixando de lado a atividade de somente cuidar dos netos, da casa, ler jornal, assistir à TV e ficar nas calçadas conversando e vendo os anos passarem. Constituíram o objeto desta investigação as experiências de idosos, que moram em Mossoró-RN. Logo, os dados coletados na pesquisa com estes idosos, possibilitaram gerar dados para se conhecer os significados que eles atribuem as referidas experiências. Para tanto, neste estudo, se utilizou da etnografia e de alguns instrumentos para coleta de dados, como: entrevistas semiestruturadas, teste da associação livre de palavras- TALP, questionário da autoavaliação do espírito empreendedor e da observação. Suas respostas permitiram gerar conhecimento sobre os tipos, as formas e respectivos significados, e as repercussões dessas experiências em suas vidas. Algumas particularidades são comuns em pessoas que empreendem, como gostar de correr riso, persistência, perseverança, não ter medo de falhar, ser orientado para metas, possuir iniciativa, ser proativo, e, procurar ter conhecimentos profundos das necessidades dos seus clientes. Sendo assim, a localização de possíveis características empreendedoras trouxe 18 informações sobre as experiências pessoais vivenciadas na velhice por aposentados e pensionistas. Os marcos orientadores teóricos seguidos neste trabalho foi: envelhecimento, trabalho e aposentadoria na sociedade hipermoderna, ócio e capacidade criativa, empreendimento de si na aposentadoria, o tempo para empreender-se na aposentadoria.  

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MESAS-REDONDAS

Mesa 1: Peregrinando nos caminhos da vida

Participantes: Prof.ª Dr. Gisneide Nunes Everdosa

                         Prof.ª Ms. Lisieux Rocha (Faculdade Católica de Fortaleza)

                         Prof. Dr. Francisco Antônio Francileudo (Faculdade Católica de Fortaleza) 

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Mesa 2: Apropriações do Tempo da Aposentadoria

Participantes: Prof.ª Ms. Lorena Gurgel (UNIFOR)

                         Lurindo Ferreira (Aposentado)

                         Prof.ª Ms. Selena Teixeira (UNIFOR) 

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Mesa 3: Empreendendo-se nos tempos livres da velhice

Participantes: Prof.ª Ms. Kalyana Cristina Fernandes de Queiroz (UnP)

                         Prof. Ms. Cairo Cézar Souza (UNIFOR)

                         

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