SEMINÁRIO ÓCIO E CONTEMPORANEIDADE 2011

ANAIS

Tema: Inquietações sobre o ócio na contemporaneidade

ISSN: 2179-2879

Vol. 3, Nº 1, Novembro de 2011

Comissão científica

Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins (UNIFOR)
Profa. Dra. Ieda Maria Rhoden (UNISINOS)
Profa. Dra. Kátia Flôres Pinheiro  (UNESA/RJ)
Profa. Dra. Luzia Neide Coriolano (NETUR/UECE)
Prof. Dr. Iranilson Buriti de Oliveira (UFCG/PB)
Prof. Dr. Fernando Manuel Rocha da Cruz (UPORTO/Portugal)

Comissão de organização

Profa. Ms. Adriana de Alencar Gomes Pinheiro
Profa. Ms. Fabiana Neiva Veloso Brasileiro
Prof. Ms. Francisco Antonio Francileudo
Prof. Ms. José Júlio Martins Tôrres

Adriana Bonfim
Bruno Pontual de Lemos Castro
Dauana Vale Cavalcante
Felipe Teófilo Ponte
Gláucia Rebeca Oliveira
Maria Gorety Pereira
Hommel Pinheiro Lima
Ivanda Séfora de Magalhães Medina
Kalyana Cristina Fernandes de Queiroz
Lisieux Araújo Rocha
Lorena Ibiapina Gurgel
Mariana de Macedo Moura
Marcizo Weimar
Rodrigo de Castro Oliveira

ARTIGOS

Trabalho 1: Educação para o ócio: encaminhamentos sobre os fins da escola contemporânea

Autores: Fabiana Neiva Veloso Brasileiro, José Clerton de Oliveira Martins, Francisco Antonio Francileudo, Marcizo Veimar Cordeiro Viana Filho

Resumo: Na estruturação da sociedade atual, contemporânea, o trabalho tem ocupado posição central. Tal fato fez com que os indivíduos desenvolvessem novos modos de vida e comportamentos marcados pela insegurança, pela pressa e carregados de sofrimento psíquico. A escola, neste contexto, parece compactuar com a concepção utilitarista da educação (Russell, 2002), provendo os indivíduos de conhecimento “útil” como mero ingrediente de aptidão técnica, preocupada em preparar crianças e jovens para o exercício de uma profissão no futuro e para ter “sucesso” a qualquer custo através do excesso de atividades e da sobrecarga de aulas que faz com que o tempo livre dos educandos se torne cada vez mais escasso. Ao agir desta forma, ao invés de ensinar a valorizar a si e aos outros, ajudando os sujeitos a descobrirem seus talentos, a desenvolver a sua criatividade e a respeitar o direito de ser e de ter limites, a escola colabora para que nossas crianças e jovens desenvolvam, cada vez mais, comportamentos de medo e de insegurança. Diante do exposto, o presente estudo tem por objetivo refletir sobre as possibilidades de uma educação para o ócio na escola na contemporaneidade. Buscou-se compreender a relação entre sociedade contemporânea, educação e ócio; entender o conceito de ócio; descrever a forma como a escola se constitui na sociedade contemporânea e apontar a proposta de educação para o ócio desenvolvida por Cuenca (2004) e Puig e Trilla (2004). Utilizou-se abordagem metodológica de natureza qualitativa na perspectiva teórica Aquino e Martins (2007,2008); Salis (2004,2008); Pinheiro, Rodhen e Martins (2010), Cuenca ( 2003, 2004); Puig e Trilla (2004); Csikszentmihalyi (2001), Munné (1980); (Lipovetsky (2004) e Martins (2008). 

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Trabalho 2: Experiências de ócio em viagens de lazer potencializando o desenvolvimento humano

Autora: Gláucia Rebeca Teixeira de Oliveira

Resumo: Propõe-se como reflexão, que apesar do turismo está inserido num contexto consumista, uma viagem de lazer, realizada de modo autônomo e consciente, pode propiciar possibilidades de experiências de ócio, entendida aqui, segundo Cuenca (2008), como uma experiência humana, uma vivência com sentido, o ócio como experiência pessoal e subjetiva. Tendo como base teórica o conceito de ócio humanista, buscou-se por objetivo verificar os sentidos das experiências das viagens, para um grupo de mulheres adultas em fruição de viagens turísticas. As etapas seguidas foram: a) verificar os sentidos atribuídos as viagens; b) identificar características de experiências de ócio; c) observar as subjetividades construídas. Foi feito uso de uma abordagem qualitativa. Utilizou-se a entrevista narrativa para coleta de dados. Para a análise dos dados, elegeu-se a análise de conteúdo. O estudo se deu com seis mulheres de nacionalidade brasileira que realizaram viagens para culturas distintas das suas de origem. Os países visitados foram: Espanha, França, Turquia, Grécia e Argentina. Como resultado, verificou-se a presença de 6 categorias, que nos levaram a relacioná-las com experiências de ócio. 1. Ruptura de rotina; 2. Suspensão da noção temporal; 3. Autonomia; 4. Reflexões sobre si; 5. Socialização; 6. Apreciação estética e contemplação. Os resultados encontrados no estudo apontam que as experiências de ócio, em um contexto de viagem podem ser pensadas como oportunidades subjetivas de desenvolvimento humano.

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Trabalho 3: O potencial da experiência de ócio para o desenvolvimento psicossocial contemporâneo

Autores: Francisco Antonio Francileudo, José Clerton de Oliveira Martins, Fabiana Neiva Veloso Brasileiro

Resumo: O presente estudo apresenta uma reflexão interpretativa sobre as potencialidades da experiência de ócio na contemporaneidade, com o objetivo de dialogar sobre as contribuições que a mesma oferece para a qualidade de vida e para o desenvolvimento psicossocial. Ao analisar através do método qualitativo hermenêutico os estudos interdisciplinares sobre o ócio, apontar pistas que auxiliem no diálogo sobre a atual situação de consumo e sobre a necessidade do desvelamento de valores como a motivação intrínseca, a liberdade e o tempo para si. Sugerimos que a existência do ser humano não deveria ser norteada apenas pela pressa, pela vida de trabalho, pela vida de consumo, mas também pela possibilidade de contemplação e de reflexão que favorece a compreensão da realidade que cerca cada pessoa. Para tanto, como proposta destacamos o desacelerar a vida para perceber de forma mais detalhada o que acontece no âmbito subjetivo e intersubjetivo. Na discussão do trabalho incluímos como instrumento indispensável para a vida saudável o ter tempo para cuidar da dimensão física, social e subjetiva. Observamos a partir dos estudos realizados que a experiência de ócio favorece o caminho de construção do sujeito e a restauração de seu equilíbrio psíquico, potencializando uma expressão autentica de si mesmo, o respeito ao outro e a integração com a natureza. Entendemos, assim, que o ócio como experiência ótima, é fonte de crescimento humano e caminho de autorealização.

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Trabalho 4: Reflexões sobre as possibilidades do ócio para a contemporaneidade

Autores: José Clerton de Oliveira Martins, Dauana Vale Cavalcante, Rodrigo de Castro Oliveira

Resumo: A partir de um estudo bibliográfico propõem-se neste artigo elaborar um esboço sobre ócio, investigando como esse fenômeno está sendo examinado e compreendido. No cotidiano, os sentidos atribuídos ao tempo a ao trabalho aparecem muitas vezes confusos em meio às necessidades de produção e consumo. A correria das sociedades capitalistas muitas vezes impede os indivíduos de “serem”, no sentido de desvendarem a si mesmos suas reais aptidões e talentos. Não há tempo para pensar, indagar, errar, discutir. É então, que o ócio se apresenta como um dos grandes aliados à criatividade, ludicidade e realização humanas, diz respeito à identidade de cada sujeito, sendo uma ação livre e com tempo diferente daquele medido. Subjetivamente, o ócio é uma atitude livre e pessoal que promove a introspecção. Seja para inquietar ou aquietar, o tempo do ócio proporciona ao sujeito momentos marcantes para seu enriquecimento. Deste modo, busca-se uma análise desses acontecimentos corriqueiros, passando por uma revisão dos conceitos de ócio e também de tempo e trabalho, para uma melhor compreensão do fenômeno em questão.

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Trabalho 5: Contribuições do movimento slow food para a sociedade contemporânea

Autora: Lorena Ibiapina Gurgel

Resumo: A sociedade contemporânea é marcada por alguns princípios e características centrais como: apressada, hedonista, individualista, imediatista, estetização, dentre outras; porém, nessa pesquisa destaca-se a aceleração, pois a velocidade é expressa como um imperativo da vida, assim, conduz o homem a viver com a máxima intensidade possível em todas as suas dimensões e áreas. Logo, perder tempo com atividades improdutivas ou que não tenham significativo valor econômico impõe ao sujeito da sociedade atual, a perspectiva de desperdiçar cada vez mais o tempo. Em contraposição ao apreçamento, surgem movimentos com uma proposta a lentidão, em que o homem, aos poucos, olhe para si e para a sua relação com o tempo e com o mundo. Essa proposta remonta à valorização de um tempo no qual seja possível ao sujeito ter experiências que não estejam apenas vinculadas à produtividade ou à máxima eficiência e ainda possibilitar vivências e (re) significados capaz de proporcionar equilíbrio para este. Ante as considerações expostas, interroga-se: que contribuições o Movimento Slow Food pode trazer para a sociedade contemporânea? O objetivo é identificar, por meio dos discursos dos adeptos, as contribuições que o Movimento Slow Food pode trazer para a sociedade contemporânea. A motivação em desenvolver este estudo adveio da percepção de algo pouco abordado. A escolha também está intimamente relacionada com a necessidade de melhor compreensão acerca do Movimento Slow Food como um relevante fenômeno de manifestação na tentativa do desaceleração contemporânea. Tais considerações podem ampliar-se para além do objeto desta pesquisa, contribuindo para o despertar do aprofundamento ou desenvolvimento de futuros estudos sobre outros aspectos relacionados à temática.  

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Trabalho 6: As dimensões históricas do ócio e sua contribuição na educação sociocultural dos jovens

Autora: Tereza Maria da Silva Ferreira

Resumo: O objetivo deste trabalho é buscar entender como os jovens apreendem a cultura do ócio em Fortaleza, a que está relacionada e, como esses jovens estão imbuídos nas várias formas de linguagem e expressões socioculturais, como elemento essencial na reflexão e construção de si. Para isso, essa pesquisa pretende analisar as práticas educativas e os tipos de educação realizadas dentro e fora do contexto escolar, vivenciada pelos jovens na contemporaneidade e relacionando suas dimensões culturais e históricas. Como também conhecer fatos e determinantes educativos e culturais que corroboram na memória e história de vida desses mesmos jovens como forma de lazer e diversão prazerosa. Partindo das concepções de uma pesquisa qualitativa, temos ainda como proposta metodológica, analisar os discursos e linguagens relacionadas às práticas educativas desses jovens. Para tanto, partiu-se de uma revisão bibliográfica, tendo em vista o entendimento do problema proposto, direcionada por abordagens, teorias e conceitos de acordo com o quadro teórico apresentado.

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CONFERÊNCIAS

Conferência 1: Possibilidades do ócio construtivo numa sociedade em pane

Palestrante: Prof. Dra. Ieda Rhoden  (Unisinos/RS)

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Conferência 2: Inclusão, Ócio, lazer e turismo

Palestrante: Prof. Dra. Luzia Neide Coriolano (NETUR/UECE)

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Conferência 3: Poéticas do espaço: práticas de consumo e sensibilidades nos anos 20

Palestrante: Prof. Dr. Iranilson Buriti de Oliveira (UFCG)

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Conferência 4: O ócio nas cidades temáticas

Palestrante: Prof. Dr. Fernando Cruz (UPORTO)

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DISSERTAÇÕES

Dissertação: Ócio e movimento slow: contraposição à sociedade apressada

Autora: Lorena Ibiapina Gurgel

Resumo: A sociedade contemporânea é marcada por alguns princípios e características centrais, como pressa, hedonismo, individualismo e imediatismo. Nesta pesquisa,evidencia-se a “velocização” como imperativo da vida, pois conduz o homem a viver com a máxima intensidade possível em todas as suas dimensões. Em contraposição a pressa, surgem movimentos com uma proposta à lentidão, nos quais o homem, aos poucos, olhe para si e para a sua relação com seu tempo e com o mundo. Essa proposta remonta à valorização de um tempo no qual seja possível ao sujeito ter experiências que não estejam apenas vinculadas à produtividade ou à máxima eficiência e ainda possibilitar vivências e (re) significados. Ante as considerações expostas, o objetivo deste estudo foi conhecer os impactos do Movimento Slow no modo de vida dos seus adeptos, por meio dos discursos destes. Pesquisa de natureza exploratória, descritiva, com enfoque etnográfico e abordagem qualitativa. Para coleta de dados foram empregados entrevista, observação participante e diário de campo. Para a análise dos dados, utilizou-se o discurso do sujeito coletivo. Este estudo permitiu melhor compreensão acerca do Movimento Slow, como um relevante fenômeno de manifestação, na tentativa da desaceleração contemporânea.

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Dissertação: Trabalhadores no sal e no sol: os significados do trabalho para os operadores salineiros do oeste potiguar

Autora: Kalyana Cristina Fernandez Queiroz

Resumo: Os trabalhadores no Oeste Potiguar, que trabalham diretamente com sal, desenvolvem as suas atividades em meio ao sol e ao sal, e isto representa para muitos um meio de subsistência para si e para as suas famílias. Ao longo dos anos, este trabalho passou por mudanças significativas dentro do seu processo de estruturação produtiva, sendo influenciado pela mecanização oriunda da revolução industrial. Diante disto, o presente estudo teve como objetivo geral investigar os significados do trabalho atribuídos pelos trabalhadores salineiros no Oeste Potiguar, inseridos em processos de produção manuais e mecanizados. Os específicos foram descrever a Cultura do Trabalhador Salineiro do Oeste Potiguar; identificar os significados do tempo dedicado ao trabalho atribuído pelos trabalhadores salineiros e investigar como os trabalhadores salineiros do Oeste Potiguar vivenciam o seu tempo livre. Metodologicamente foi uma pesquisa qualitativa, com enfoque etnográfico e entrevistas semi-estruturadas. Os dados foram analisados pelo método do Discurso do Sujeito Coletivo proposto por Lefevre e Lefevre (2010). Os resultados evidenciam que os significados atribuídos ao trabalho pelos operadores do sal são diversos, sendo os principais: sobrevivência, dignidade, inserção social, vida, bemestar, poder de compra e independência financeira, subsistência, assim como algo ocasionador de cansaço, fadiga, pesado e castigador. Infere-se que o tempo dedicado ao trabalho, no caso manual, é condicionado pelo próprio indivíduo, recebendo influências das leis da natureza, em específico da chuva e do sol, sendo este autocondicionado; no caso do mecanizado, o tempo dedicado ao trabalho é heterocondicionado determinado pela cultura da própria organização. Diante disto, é possível concluir que para os operadores do sal do oeste potiguar o trabalho possui diversos significados; embora seja algo cansativo, é também necessário, pois acarreta a sobrevivência destes, e o tempo livre é vivido com situações que acarretam prazer e que os favoreçam financeiramente.    

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MESAS-REDONDAS

Mesa 1: Os espaços para ócio na cidade contemporânea  

Participantes: Profa. Dra. Zulmira Bonfim (UFC/LOCUS)

                         Prof. Dr. Paulo Igreja (UERJ)

                         Profa. Dra. Ieda Rhoden (UNISINOS)

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Mesa 2: Viajante, Turista? Reflexões sobre turismo, consumo e desejo  

Participantes: Profa. Dra. Kátia Flôres Pinheiro (UNESA/RJ)

                         Prof. Dr. Cassio Aquino (NUTRA/UFC)

                         Prof. Dr. José Clerton Martins (PPGPsi/UNIFOR)

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Mesa 3: Teses em processo - Gestão do ócio na periferia de Fortaleza  

Participantes: Prof. Ms. Henrique Rocha (UDEUSTO)

                         Profa. Ms. Adriana Pinheiro (UNIFOR)

                         Prof. Ms. Francisco Antonio Francileudo (UNIFOR)

                         Prof. Dr. Paulo Igreja (UERJ)

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Mesa 4: Teses em processo - Ocio e inmigración: el caso de nordestinas en el País Vasco  

Participantes: Ms. Rosely Cubo (UDEUSTO)

                         Profa. Ms. Fabiana Brasileiro (PPGPsi/UNIFOR)

                         Prof. Ms. Júlio Torres (PPGPsi/UNIFOR)

                         Profa. Dra. Ieda Rhoden (UNISINOS)

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Mesa 5: Comunicação, arte e ócio: os meios de comunicação de massa frente à construção e expressão da vida criativa e de convívio em Fortaleza. Do tédio às descobertas da alegria de viver  

Participantes: Rose Bezerra (Jornalista)

                         Pedro Martins Freire (Filósofo)

                         Prof. Ms. José Anderson Freire Sandes (UFCCariri)

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