VIII SEMINÁRIO ÓCIO E CONTEMPORANEIDADE

ANAIS

Tema: Os tempos do envelhecer

e suas representações contemporâneas

ISSN: 2179-2879

Vol. 5, Nº 1, Outubro de 2014

Comissão científica

Prof. Dr. José Clerton de Oliveira Martins (Unifor)
Prof.ª Dr.ª Maria Manuel Baptista (Universidade de Aveiro - Portugal)
Prof.ª Dr.ª Leônia Cavalcante Teixeira (Unifor)
Prof. Dr. Fernando Lefèvre (Universidade de São Paulo - USP)
Prof. Dr. José Albio Moreira de Sales (UECE)
Prof. Dr.ª Ieda Rhoden (Universidade Vale do Rio Sinos - Unisinos)
Prof. Dr. Francisco Antônio Francileudo (Unifor)

Comissão de organização

José Clerton de Oliveira Martins
Fabiana Neiva Veloso Brasileiro
Francisco Antonio Francileudo
José Júlio Martins Tôrres
Lisieux Araújo Rocha
Lorena Ibiapina Gurgel
Andressa Maria Correia Vasconcelos
Selena Mesquita Teixeira Sérvio 
Fernanda Xavier Santiago Marinho
Bruno Pontual de Lemos Castro
Gustavo Fonseca Halley
Marlo Renan Rocha Lopes
Francisco Welligton de Sousa Barbosa Júnior
Laís Duarte de Moares

ARTIGOS

Trabalho 1: Estou aposentado(a), e agora? O ócio enquanto recurso para as crises de sentido

Autor: Kléber José dos Santos

 

Resumo: As aposentadorias antecipadas e o aumento da esperança média de vida são fenômenos cada vez mais ocorrentes na contemporaneidade e que vem proporcionando aos indivíduos o confronto com uma nova distribuição do tempo e o dissolver das ocupações estruturantes do seu passado profissional. Estes indivíduos, que passam a dispor de uma quantidade maior de “tempo livre” a partir da aposentadoria, devem buscar reestruturar de forma inovadora o seu dia a dia, a partir de atividades e vivências que confiram sentido para a sua vida, quebrando um percurso de hábitos já incorporados durante a sua trajetória. O artigo, ora proposto, visa desenvolver uma abordagem teórica reflexiva e proporcionar um espaço para discussão acerca da importância do ócio enquanto recurso essencial para a adaptação à aposentadoria, capaz de dar respostas às “crises de sentido” vividas nesta fase e de suprir parte das necessidades que antes se satisfaziam com o trabalho. Nesta esfera, prestigiar o ócio como constituinte da vida e, mais ainda, valorizá-lo no contexto social atribuído ao aposentado torna-se um aspecto primordial e extremamente importante. Ou seja, fazer uma reflexão sobre aposentadoria e ócio é, de certo modo, refletir sobre um tempo que é socialmente considerado como “tempo de ócio”. Durante a aposentadoria o ócio adquirirá um papel fundamental, por se tratar de uma via de possibilidades de motivação, de aprendizagem, de conhecimentos inovadores e criativos, além de possibilitar ao aposentado repensar determinadas práticas e formas de relação em face de sua nova realidade social.

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Trabalho 2: O ato de envelhecer: o idadismo e as representações do ser velho

Autor: Kléber José dos Santos

Resumo: Na contemporaneidade, embora alguns estudiosos apontem uma visão mais otimista em relação à velhice, ainda é perceptível a discriminação e o preconceito etário, que relacionado a alguns estigmas podem reforçar sentimentos de inadequação e baixa-estima no indivíduo mais velho, condicionando-o a situações de isolamento e exclusão, a não viver sua velhice de forma plena, expressiva e prazerosa. O presente artigo visa desenvolver uma abordagem teórica reflexiva e proporcionar um espaço para discussão sobre a necessidade do combate ao idadismo e a importância da construção de uma imagem positiva acerca do ato de envelhecer como aspecto vital. A luta contra a discriminação fundada na idade e a promoção da dignidade dos velhos é de fundamental importância para se garantir o respeito merecido por essas pessoas. A valorização do velho na sociedade é um dos caminhos possíveis de inclusão social e que pode colaborar de forma significativa para uma mudança de valores e modos de existir

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Trabalho 3: Reflexões sobre a motivação para a atividade física na velhice

Autor: Bruno Pontual de Lemos Castro

Resumo: Atualmente, se observa um alto crescimento no numero de idosos no Brasil e no mundo. Analogamente a esse crescimento, observa-se uma melhoria na qualidade de vida desses idosos, que estão chegando mais facilmente nos 100 anos e vivendo melhor aos 70, guiados por uma nova perspectiva de envelhecimento bem-sucedido. Dessa maneira, compreende-se a atividade física como um dos meios de proporcionar uma melhor qualidade de vida ao idoso, porém notam-se diversas barreiras a sua prática na velhice. Diante desse fato, diversos projetos foram desenvolvidos para estimular esta prática. Assim o objetivo do presente artigo é refletir sobre a motivação da prática da atividade física na velhice. Para isso realizou-se uma revisão da literatura sobre os projetos que estimulam a prática de atividade física entre idosos e realizou-se uma a avaliação destes projetos a luz da teoria da autodeterminação. Conclui-se que muitos dos projetos para motivar os idosos a praticar atividade física o fazem a partir de motivações extrínsecas e reguladoras, mas que os projetos que trabalham a partir de meios educativos e lúdicos possuem maior potencial para uma atividade física intrinsecamente motivada. 

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CONFERÊNCIAS

Conferência 1: Ócio do ponto de vista do desenvolvimento humano nos idosos – um estudo exploratório em Portugal

 

Palestrante: Prof.ª Dr.ª Maria Manuel Baptista (Universidade de Aveiro – Portugal)

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Conferência 2: O lugar da velhice no continuum da saúde; entre a morte e a imortalidade

 

Palestrante: Prof. Dr. Fernando Lefèvre ( Universidade de São Paulo – USP)

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TESE

Título: Significados da Experiência de Fotografar sob a Perspectiva da Teoria da Complexidade

Autora: José Júlio Martins Tôrres

Resumo: As experiências vivenciadas na infância marcaram a existência deste pesquisador com imagens de grande significado, que lhe despertaram o gosto pela fotografia e pelos estudos da teoria da complexidade. Diferentemente da tranquilidade que marcava aquela época, neste momento contemporâneo, a humanidade está vivendo uma realidade dominada pela liquidez, pela aceleração e pela cultura do efêmero, e caracterizada pelo hiperconsumo. Entretanto, as pessoas parecem consumir mais as imagens do que as realidades que essas imagens representam. E as aparências registradas podem nem sempre apresentar fielmente a realidade. Considerando-se esse contexto, e que processos de fotografar parecem ser processos complexos, o objetivo deste estudo consistiu em identificar significados que fotógrafos atribuem às suas experiências nos processos de fotografar. Para tanto, desenvolveu-se uma investigação de enfoque qualitativo, de natureza exploratória, mediada pelas pesquisas bibliográfica e de campo. Assim, na literatura estudada, foi possível identificar evidências da existência de características complexas na experiência de ócio, na estética e na fotografia, o que levou a inferir que a sensibilização pela visão complexa pode ampliar as possibilidades de vivências de experiências de ócio estético durante os processos de fotografar. E no campo, mediante a utilização de entrevista narrativa, buscou-se gerar dados para identificar essas experiências, seus componentes e respectivos significados. Levando-se em consideração a teoria das representações sociais, esses dados foram analisados com o uso da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC e do software Qualiquantisoft. Partindo dessas análises, os componentes e significados identificados permitiram inferir que essas experiências se apresentam, para esses fotógrafos, como experiências de contemplação e de atitude de criação – cujo horizonte é a beleza – e que geram grande prazer de fruição, contendo características, componentes e significados semelhantes aos de experiências de ócio estético.

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MESA-REDONDA

Título: Tibieza e o vazio existencial no envelhecer contemporâneo

Participantes: Prof.ª Ms. Lisieux Rocha (Unifor)

                         Prof. Dr. Francisco Antônio Francileudo (Faculdade Católica de Fortaleza)

                         Prof.ª Selena Sérvio (Unifor) 

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